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Avaliação do Palm Z22

Palm Z22

Atenção: meu conjunto de gadgets é bem diferente, hoje, do que era na época em que escrevi essa página…

Eu realmente gosto de aparelhos que cabem no bolso e não incomodam. Meu atual celular, por exemplo, cabe no bolso mas incomoda. O Palm Z22 não.
Quando eu comprei esse PDA eu nem sabia ao certo como seria ter um desses. Foi um tiro meio que no escuro. Mas, no fim das contas, acabei acertando.
Alguns pensam que um PDA seria subutilizado por quem não utiliza, já, uma agenda de papel. Eu fiquei com um pouco de receio, de fato, mas ão se preocupe com isso. Eu nunca consegui usar agenda alguma (e eu tentei) e, no entanto, o Palm foi muito mais útil do que eu imaginava.

O Palm tem, nesse quesito de agenda, dois programas bem legais, o Calendário e as Tarefas.
No começo é bem complicado saber o que vai em um e o que vai em outro. Mas, depois de um tempo tudo fica bem claro.
Nas Tarefas você coloca sua “to do list”, tipo “lavar o carro”, “terminar aquele artigo”, “baixar compilador”, “terminar trabalho de Redes”. Já no Calendário você coloca eventos com data pré-definida, como “prova de Grafos”, “aniversário da patroa”, “palestra do Stallman” ou “dia do programador”. Na dúvida, pense que no Calendário vão as coisas que não podem ser adiadas.

Bom, acho que estou me adiantando. Vamos por partes.

CPU

ARM 200MHz. É um ótimo número, considerando que, por muitos anos eu usei um IBM PC com 333MHz pra rodar Linux + KDE numa tela de 800×600. Assim, 200MHz é bastante para um aparelhinho relativamente simples com uma telinha de 160×160, sem áudio nem nada.

Tela

160×160 é até bom. Se você pretende usar o Palm para ler uns livros, isso não é um problema. Eu só sinto uma certa agonia quando uso ele como Bíblia, pois numa Bíblia de papel eu tenho uma visão de bastante texto, e no Palm eu só vejo uns 3 ou 4 versículos. Mas, no geral, eu não gostaria de uma tela maior, já que isso tornaria incômodo levar o aparelho no bolso.
Quanto às cores, não há do que reclamar. 16K é, literalmente, mais que o suficiente.
Ah, claro! A tela é sensível a toque. E isso pode se tornar um problema: sabe quando você se acostuma com algo que é muito bom? Pois é. Depois de usar uma touchscreen por um tempo, aqueles pseudo-smartphones parecerão absurdamente complicados de usar pela falta dela. Não adianta o aparelho ter tela quase-chamável-grande se você tem que ficar usando “setinhas” para ir onde quer…
A única reclamação que eu tenho é quanto a poder ver as linhas entre os pixels. Olhando atentamente você vê a “grade” dos pixels. Mas, depois dum tempo, você se acostuma.

Armazenamento

O Palm não tem HD nem nada parecido. Ele tem 20MB de Flash e ponto final. Na verdade ele tem 32MB, mas para o usuário só 20MB estão disponíveis (e eu ainda acho um mistério como aquele Palm O.S. ocupa 12MB de memória).
Eu sei que agora, com essa moda de gigabytes ou peralá-que-a-gente-chega-em-terabytes, 20 míseros “meguinhas” parecem muito pouco. Mas os programas do Palm ocupam uns 100KB em média, e o maior arquivo que eu tenho no meu Palm hoje é a Septuaginta (a Bíblia em grego), que tem 1882KB. Eu carrego, hoje, 15 livros no Plucker e, contando com o próprio programa, não passam dos 4,5MB. E, considerando que o Z22 não tem câmera nem nada, esse espaço, embora não se possa chamar de confortável (pois você às vezes tem que decidir quem sai para dar lugar a outra coisa), é suficiente e aceitável.

Tamanho

103 x 68 x 15 mm. Nada mal, não? Como eu disse, você põe sua Bíblia, sua agenda, vários livros, o minigame, a calculadora e a caderneta no bolso!

Palm Z22 em uma mão

Software

O que já vem instalado nele é o básico do “PIM”, ou, simplesmente, a agenda, além da calculadora e mais algumas ferramentas interessantes. A lista de contatos, que eu pensei que nunca ia usar, acabou sendo útil. No meu último emprego eu anotei IPs e telefones de clientes nela.
O que há de melhor para se instalar no Palm são os programas GPL. Se não for GPL, desconfie. O que me dá prazer de usar o PDA é o Plucker, para ler uns livros, e o Bible+. Os programas “freeware” são legaizinhos, mas nunca são tudo o que poderiam ser. Os programas proprietários devem ser bons, mas não vi muitos (só os que já vêm instalados).
E aí vai uma dica: entre os jogos pré-instalados, ha um chamado “Crazy Daisy”. Ele é muito legal, divertido e viciante. Mas lembre-se: não há como “salvar o jogo”, ou seja, se lá no nível 20 você errar, vai ter que jogar tudo de novo, desde o nível 1…

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